Proclamação da Republica

Há 73 anos os brasileiros celebram no dia 15 de novembro o feriado da Proclamação da República. Foi o então presidente Eurico Dutra que, em 1949, decretou que nessa data, entre outras que também foram escolhidas como feriado nacional, houvesse folga para os trabalhadores. Apenas atividades absolutamente indispensáveis poderiam transcorrer como em dias normais.
O 15 de novembro faz alusão ao dia em que os militares derrubaram a monarquia, em 1889, e instituíram a república, expulsando a família real do Brasil. Naquela época, o então imperador Dom Pedro II, com 63 anos, vivia uma crise política com a insatisfação dos ex-escravistas, que se sentiam prejudicados com a abolição da escravatura, um ano antes, em 1888. Além disso, o império passava por dificuldade fiscal, devido aos gastos com a Guerra do Paraguai.
Em um golpe militar liderado pelo Marechal Deodoro da Fonseca, que cercou o gabinete do então ministro da Fazenda, Visconde de Ouro Preto – que na prática era como um primeiro-ministro do império –, foi o ato final do desgastado regime monárquico.
O jornalista e escritor Laurentino Gomes é autor do livro "1889: como um imperador cansado, um marechal vaidoso e um professor injustiçado contribuíram para o fim da Monarquia e a Proclamação da República no Brasil". Para ele, a aparente "facilidade" com que se derrubou um regime e se deu início a outro na manhã de 15 de novembro, sem reação popular, sem tiros e sem protestos, reforça o mito de que as mudanças políticas ocorrem sempre de maneira pacífica no país. Mas não foi bem assim.
Além da pressão dos ex-escravistas, havia um intenso clamor de intelectuais republicanos pelo fim da monarquia para a construção de um futuro glorioso, com menos injustiça e mais oportunidades gerais. Massas pobres de analfabetos e recém-saídos da escravidão, viviam as promessas de que, a partir dali, agora os brasileiros teriam voz e voto.


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